sábado, 3 de novembro de 2007

Yarkon Park

Hoje fui ao Yarkon Park. Fica aqui perto de casa. É um park bem grande, como esses que se vê também em Curitiba. Trata-se de um recurso urbano de proximidade à "natureza" quando já não se tem muita em volta. Em Florianópolis não se vê desses por que lá ainda tem muita "natureza", por enquanto. Bom, o que vi por lá foi quase uma multidão de pessoas aproveitando o shabat com suas familias. Principalmente casais jovens, muitas crianças, o que deu a impressão que os israelenses estão tendo bastante filhos. Comum ver casais com pelo menos duas crianças bem pequenas. Um perfeito domingo no parque.

Aqui ainda continua bastante calor. Em breve deverá começar a estação chuvosa e deverá se estender até março ou abril. Caminhei bastante e voltei pra casa cansado. O mood do shabat aqui é realmente como o nosso domingo, com algumas diferenças específicas.

Recebo um comentário estimulante do amigo Paul Marc, de Paris. Este ano não conseguimos nos ver quando ele esteve no Brasil, infelizmente. Retomei esta postagem que parecia fadada ao sem sabor graças a um comentário de Dnª. Dorit. Hoje faz 12 anos do assassinato de Itzak Rabin. Neste momento em uma região próxima do centro da cidade estão 12 mil pessoas em uma cerimônia em homenagem a este estadista que foi muito importante para a política israelense. Sem saber avaliar muito bem a importância de Rabin fiz algumas perguntas a ela: Por que e por quem ele foi assassinado. Extremistas religiosos, ela me disse, e os motivos dizem respeito ao fato deste determinado grupo de extremistas, o qual ela não soube denominar, serem contrários à política israelense que vinha sendo praticada pelo regime de Rabin. Bom, isto que escrevo aqui não é uma análise política, nem sociológica sobre a política israelense, eu não teria condições de realizar tal tarefa. O que registro aqui são impressões cotidianas e aos poucos irei registrando mais sobre este tema que algumas vezes é tão polêmico. Recomendo a leitura de "Contra o Fanatismo" de Amós Oz, autor israelense que tomei conhecimento neste último ano em que me preparava para vir para Tel-Aviv. Sua visão pode não deixar de ser polêmica para algumas perspectivas, mas parece ser bem racional, que parece ser o que se precisa (de racionalismo) em casos em que a empatia simplesmente não possui efeito.

Neste momento, escrevo esta postagem escutando a gravação que meu amigo Kuo Cheng Hu (ou apenas Hu) me deu com a música que usamos para fazer o Tai Chi lá em Curitiba. Hu e sua família (Lina, seus filhos Paulo e David) junto com Joey e sua família (Michele e a pequena An Chi) são taiwaneses de quem nos tornamos grandes amigos em bem pouco tempo. Diz o Hu que deve ser alguma relação espiritual antepassada, eu não sei se é isso, mas acho que pode ser. Hoje Eles estão em Florianópolis visitando a casa dos pais da Clara. Mais adiante, noutra oportunidade comento um pouco mais sobre este tema do Tai Chi, já que este é um outro setor, outro grupo de pessoas com quem me relaciono. Nele está incluido o amigo Paul Marc, que conheci praticando o Kung Fu Shao Lin. Este grupo inclui tanta gente que seria quase impossível falar de todos, digo apenas que o Kung Fu foi e tem sido uma escola de vida para mim e a figura de meu mestre estimado, na pessoa do Professor Rogério Leal Soares, que muito me ensinou e continua a ensinar é de extrema importância. Ele me ensinou, entre outras coisas, a reconhecer quando se está diante de um mestre. Hoje infelizmente já não estou mais perto dele, sai pelo mundo a procura de outros mestres e tenho realmente encontrados alguns. Mestre é aquele cuja principal característica é saber ser amigo. Registro aqui a lembrança de meu amigo Juliano Binder, que está na Itália, companheiro de aprendizagens.

Um comentário:

Marcos Carreira disse...

Sucesso em Tel-Aviv, Rodrigo!
Passei por aqui, abraços!
Marcos Carreira