Fiquei sabendo pela Clara que a amiga Lucimeire, que trabalha no Ministério das Relações Exteriores (é isso mesmo, Lucimeire?) e está com o seu marido (que também trabalha lá) e suas filhas, morando todos na Armênia, está também acompanhando as notícias deste blog. Grande satisfação receber notícias de vocês e em saber que esse blog também é lido em mais um canto deste nosso planeta redondo. Quantos cantos tem nosso planeta? Pode ter tantos quantos quisermos ou pudermos, acredito.
Passei o dia na universidade, avancei um pouquinho na organização das minhas tarefas as quais me propus realizar aqui e mais algumas que deixei penduradas quando saí do Brasil. Choveu um pouco aqui hoje e a temperatura caiu. Pela manhã fui no correio mandar alguns documentos pra CAPES, os últimos dessa leva, até que enfim (como escreve isso?), até que fim? Como tem coisas que falamos e não sabemos escrever, pelo menos eu. Já devem ter notado que não sei escrever os "porques", não é?, entre outras coisas. No correio foi mais uma revista e o segurança perguntou de onde eu era, geralmente acontece assim: falam comigo em hebraico e peço pra falar em inglês. Outro dia, no shabat, andando na rua uma mulher passa por mim e fala algo em hebraico, quando nem paramos ao passar um pelo outro, e eu disse, "em ingles, por favor" e ela "no, no", e continuou, aí eu virei e disse, "mas o que está acontecendo?" e ela nao respondeu. Fiquei me olhando pra ver se tinha alguma coisa errada comigo. Percebo que aqui as pessoas olham muito umas pra outras, e eu devolvo, fico olhando também. E é só fazer algum sinal e já começa a conversa, não pagam imposto pra falar. No supermercado hoje vi um rapaz conversando com a atendente que lhe vendia queijo e ele falava com ela num ton muito curioso, o assunto era algo muito corriqueiro, percebi, sobre queijo ou algo assim, mas ele falava com ela, (e ela com ele) como se estivessem debatendo, sei lá. No caixa a mulher ficou falando comigo sobre o tempo, que estava mais fresco, que meu porta moedas era antigo, que ticket de supermercado em hebraico se chamava de tal jeito (fiquei repetindo pra não esquecer mas sabia que nao iria adiantar), bye bye, obrigado, tenha uma boa noite fresca. Tudo isso. No café na universidade aproveitei a boa vontade do rapaz que atendia e perguntei como chamava os tamanhos do café, como se dizia 7,50 (sheqels), etc. Também já não me lembro mais nada. Só que café grande é gadol, médio grande é benoni (?), médio pequeno é (que é um dos que tomo, já esqueci) e pequeno também esqueci. Poderia falar um milhão de coisas sobre minha experiência com o hebraico, mas irei entregando em partes.
Hoje pela manhã, indo pra universidade, reparei que na entrada de carros do shopping o segurança abre as portas dos carros, olha dentro, abre o porta malas, olha dentro, um por um. Na hora do café que falei aparecem duas garotas que pareciam gêmeas, fardadas e armadas de metralhadoras, assim como se fosse uma bolsa pendurada do lado, abro espaço pra elas porque levei um susto e elas agradeceram, todá. Ainda não me aconstumei com isso.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
Oi! Acho que o Rogério tem razão quanto às fotos. Com tua descrição, a gente consegue desenhar na mente até esse movimento de ambigüidade--da metralhadora como bolsa, do susto como gentileza... Isso nem daria pra fotografar, né! bjos
Poxa irmão, preciso mesmo ter internet em casa, senão (ou se não)???) não vou dar conta de ler tantas novidades na segunda-feira! Só para te contar se tu já não sabe que chamam Tel Aviv de Bolha, tu sabias disto ? eu não, escutei sobre um comentário de um filme que leva este nome, mas não sei se é real ( o apelido). Este seria mais um dos filmes "alternativos" que gostaria de ver, mas ...sei lá, quando aparece não tenho tempo... Ainda não fostes ao cinema?
bjs
Metralhadora como bolsa? hummmm às vezes ela seria bem útil ahahahahahah!
Postar um comentário