Depois de um ano de preparações, contatos e muitos e-mails para quase todos os lados no mundo, realiza-se esta etapa do projeto de vir estudar em Israel. Este projeto não foi sequer suspeitado, antes de um ano atrás. Deverei contar neste blog como foi que vim parar aqui, quero dizer, o que foi que aconteceu na minha vida acadêmica que me trouxe até Tel-Aviv. Esta primeira postagem é apenas para inaugurar o espaço e informar aos amigos e familiares que está tudo bem.
Depois de uma longa viagem, aviões e aeroportos (além de comida de avião) cheguei a Tel-Aviv ontem 01 de novembro. Do aeroporto, depois de passar pelo escrtório de controle de emigração, fotos e registros peguei um trem e fui até a estação da Universidade de Tel-Aviv, de lá peguei um taxi e vim até aqui em casa. "Aqui em casa" é um quarto que aluguei no apartamento de uma senhora realmente muito bacana, Mrs. Ginzburg. O estilo dela lembra bastante o de nossa amiga Glória Gil. Ela faz cerâmica que está disposta por toda casa, tem quadros pelas paredes e vários outros tipos de trabalhos artísticos manuais. Mas não é só isso que lembra a Glória. O estilo dos móveis e um jeito de organizar e aproveitar certas peças num estilo eclético, misto de moderno com old fashioned.
Meu quarto é bem legal, tem tudo que preciso: armário, cama, mesa, cadeira, uma janela com uma vista bem ampla de Ramat-Aviv, que é o bairro em que fica localizado, ao norte de Tel-Aviv, bem pertinho do campus da universidade.
Bom, a Universidade de Tel-Aviv parece realmente ser bacana, pelo que pude obter de informações até agora, e o campus lembra um pouco o campus da UFSC. Ainda não fui até lá, devo ir hoje a tarde, mas foi essa minha primeira impressão de fora. Lá estarei ligado ao Departamento de Filosofia, que é onde o Professor Marcelo Dascal, meu orientador aqui, trabalha. Em breve fornecerei detalhes sobre meu trabalho aqui e sobre a vida acadêmica, conforme for me envolvendo.
São tantas coisas em menos de um dia que preciso parar e pensar o que dizer, pra tentar fornecer uma idéia pelo menos organizada das coisas por aqui. Posso dizer que tudo é muito diferente. Claro, as pessoas são iguais a todas de todos os lugares, mas dizer isso não ajuda em nada, pois em cada lugar as pessoas possuem características nos modos de ser a agir que as torna peculiares e aqui não é diferente. Posso dizer que, por enquanto, descubro em mim algo que aí no Brasil não percebia: sou desconfiado. Depois poderei explicar melhor o que e como isto transparece, mas parece que aqui as pessoas são confiáveis em sua atitudes, talvez isto chame minha atenção justamente por ser desconfiado. Mas vamos a um exemplo, para quem gosta: ao entrar em um supermercado, qualquer um, você é revistado. Deve abrir sua bolsa, mochila, o que for. Em alguns casos passam um detetor de metais (acredito) em você. Eu estava com algumas compras que tinha feito num supermercado, coisas banais diárias, e fui no outro ver se achava algo que precisava que não havia encontrado. Na porta um homem me pede pra abrir a mochila e como ele falava apenas poucas palavras de inglês misturado com espanhol e eu apenas inglês, a compreensão foi dificultada. Entendi que ele queria que eu deixasse a mochila com ele, mas fiquei desconfiado. Ele disse que não teria problema, que era pra eu pegar o dinheiro e estava tudo bem. Arrisquei. Aqui, por enquanto eu arrisco tudo, enquanto não conheço nem bem o dinheiro. Ao sair do supermercado, la estava ele (não vou arriscar descrevê-lo, mas era realmente idiossincrático se é que dizer isso explica alguma coisa), lá estava minha mochila, onde a tinha deixado. Embaixo de um banco. Um outro homem que estava por perto disse (em ton de brincadeira): "o banco pode deixar", ja que eu estava com dificuldades de tirar a mochila debaixo, e eu respondi que tudo bem, iria deixar o banco. Tenho me dado bem aqui, comunicativamente falando, no sentido pragmático da questão. O negócio é responder, eu sinto. Nada de ficar calado. As pessoas são "boa praça", bastante comunicativas. Algumas pessoas, de fora de Israel, me dizem que os israelenses são faladores, que dizem o que pensam, e algumas vezes ríspidos ou rudes. Até agora não vi nada disso, pode ser que venha a perceber, irei ajustando essa percepção ao longo do tempo. Passarei agora a outra postagem, sobre a ida ao campus da universidade.
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5 comentários:
Muito bem. Gostei,vou olhar sempre pra não me parecer que estás tão longe.
Bjo
marli
Universidade parecida, decoração conhecida (ou quase) parece que estas em casa!!!
fico feliz, continua mandando noticias!!!
bjos.
Gloria
Oi, Rodrigo! Estou muito contente por ti estares aí... No entanto, sem querer ser controverso, acho que estás um pouco prolixo nos relatos - ou será que estou muito preguiçoso? Minha recomendação é que faças uma versão alternativa resumida, para leitores como eu... E você vai se encontrar com o Professor Marcelo Pascal? Depois conta pra gente como foi, dessa vez pode ser na ver na versão estendida mesmo. Sempre tive a idéia de que ele não existisse, ou era uma figura folclórica, um Yeti inventado pelos "paulistinhas", coisa e tal. Oops, sorry pela prolixidade do comentário. Até breve!
Bá, que preguiçoso o nosso amigo Alberto, hein! Não leva ele a sério não, hehe. Continue nos mandando sim muitas, muitas palavrinhas.
beijo bem grande.
ola RODRIGO,NAO ME CONHECE MAS TENHO UM FAVOR O TE PEDIR,MEU NOME E SANDRA SOUZA ,BRASILEIRA ,JIJOCA DE JERICOACOARA,AH ALGUNS ANOS CONHECI O AMOR DE MINHA VIDA EM JERI ,E POR CULPA DA MINHA FAMILIA HOUVE UM GRANDE DESENCONTRO,O QUE QUERO? QUE VC SE PUDER ME AJUDE A LOCALIZA-LO.NOME:RAMI PANGEL,TEL-AVIV,E SEI QUE ELE TEM UM TIO QUE SE CHAMA RICARDO,SE TENTAR E CONSEGUIR VAI ME FAZER A PESSOA MAIS FELIZ DO MUNDO,MUITA SORTE P VC ,UM ABRAÇO. MEU MSN:SANDRASOUZASS@HOTMAIL.COM
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