sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Haifa

Meus caros amigos, familiares e leitores já devem ter notado que a freqüência com que estou escrevendo neste blog tem diminuido. Talvez seja apenas uma fase passageira, talvez algo esteja realmente mudando. Vamos ver. Hoje estive em Haifa. Uma cidade ao norte de Israel, uma hora de ônibus. Por aí vocês podem ir percebendo que as distâncias aqui não são muito grandes, pelo menos as geográficas. Mas estive em Haifa numa manobra arriscada, quer dizer, acordei com a intenção de não ficar em casa hoje. A landlady aqui está gripada novamente/ainda. E eu estou praticamente curado da minha infecção. É o fim de semana e não quero permancer num ambiente em que uma pessoa doente, que não toma cuidados consigo mesmo está tossindo sem parar e espirrando espalhando mais uma geração de vírus pelo ambiente todo. Escrevi para o Dascal e me ofereci para ajudar ele com o que estivesse precisando, qualquer coisa. Um leitor, um carregador, um debatedor, acabei servindo de compania no caminho para Haifa, pois ele estava indo para lá visitar sua filha que acaba de dar à luz. Chegando lá, dei alô para a jovem mãe, cumprimentei os avós e caí fora. Me lancei às ruas de Haifa, disposto a qualquer coisa. Nem tanto assim, mais ou menos.

Bom, liguei para o Kobi, um conhecido que havia encontrado aqui na universidade e sobre quem havia escrito uma postagem a respeito de uma conversa de mais de 4 horas. Sendo o início do shabbat, isto significa que tudo vai parar, não vai haver ônibus para voltar pra Tel-Aviv. Demos um jeito, e ainda assim conseguimos nos encontrar, comer umas rosquinhas marroquinas (não lembro o nome) que comprei por acaso e ele ficou entusiasmado. Ele me trouxe um sanduiche com humus caseiro, e mais um com alguma coisa que também não lembro o nome. É impossível lembrar o nome de todas essas coisas. Comemos nossas rosquinhas, um folheado com batata que eu comprei (coisa estranha, pensei que fosse queijo e era batata), e tomamos chá gelado. Fomos na Praia, pois Haifa é na beira do mar e aliás muito bonita. É uma cidade em que árabes (mulçumanos e cristãos) e judeus convivem.

Consegui pegar umas espécie de lotação de Haifa para Tel-Aviv, pois já havia acabado os ônibus, as 4 da tarde e eu havia perdido o último. No caminho de volta conheci um cara chamado Yari, artista plástico, que vive em Tel-Aviv. Viemos o camiho todo filosofando. É realmente muito fácil estabelcer conversa com os israelenses. Basta dizer alguma coisa que se parece com um tópico de debate, se for polêmico, melhor ainda. Pra quem gosta do exercício é excelente, eu gosto.

2 comentários:

Unknown disse...

Oi, Rodrigo, dei uma passadinha para espiar seu blog, mto legal. Tenho me comunicado com a Clara atraves de Orkut...
Td de bom p vc ai...

Abraços,

Sandra

Anônimo disse...

Salve Xará,

Legal ter notícias tuas. Não deixa de escrever. Teus relatos são ótima leitura!

Abraço,

Rodrigo