sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Em casa

A Professora Glória Gil, da Universidade Federal de Santa Catarina, (ou simplesmente Glória pra quem a conhece) comenta que pareço me sentir em casa aqui em Tel-Aviv. De fato não me sinto muito estranho, pelo menos por enquanto. A Dna. Guinzburg (que prefere que eu a chame de Dorit, que é seu primeiro nome), minha landlady aqui, me diz que pareço ser israelense, acho que deve ser porque falo bastante e digo sem problema o que penso, não que seja impulsivo, pelo contrário, sou de ponderar. Este é um dos traços que ainda estão por ser melhor observados sobre os israelenses, lembram? Mas todos os grupos se definem de algum jeito: os curitibanos se dizem "fechados" ou reservados, característica que muitos nativos de lá fazem questão de ressaltar quando se auto-definem, como se fosse uma qualidade positiva. E eu digo, sim tudo bem curitibanos são fechados (se assim eles querem), com as dores e alegrias que isso exige. Tudo bem. Dizem que os brasileiros são simpáticos ou expansivos, será que não sou brasileiro? Os italianos e argentinos do grupo de "peregrinos cristãos" que estavam no avião que peguei de Milão para Tel-Aviv eram muito chatos! Andando na rua aqui pelo bairro, vejo ao redor muitos homens vestindo bermuda e sandalia, as vezes pareço israelense mesmo. Vamos ver.

Um comentário:

Professora Clara Dornelles disse...

Ah! Só falta eles usarem havaianas! (rsrs) Pois é. A impressão que tenho, complementando a percepção da Gloria, é que tu tais mais a vontade mesmo aí do que em Curitiba, né não??? Talvez justamente por essa "compatibilidade cultural". Será que isso tem algo a ver com o "armarinho"? Ops, quero dizer, "ar marinho"? (rsrs)