quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Duas curiosidades de ontem

Ainda ontem, fui buscar um livro e copiar um artigo na biblioteca central (Sourasky é o nome do prédio, depois explico) que é pertinho do prédio em que trabalho (que chama Webb) que é também onde ficam as Letras. O acervo é bastante grande e depois que estava com o tal Handbook que fui a procura, quiz tirar um xero de um artigo. As máquinas de xerox aqui funcionam com cartão, e serve cartão de crédito. Estçao espalhadas por todos os lados, várias delas. Você coloca o cartão e depois vem na conta. Acho que com meu cartão do banco aqui vou poder fazer isso, por enquanto não quero usar o de crédito. Mas então me informaram que no subsolo da biblioteca havia lá várias máquinas de xerox e que lá eu poderia usar dinheiro. Chegando lá uma mulher vei falar comigo e eu disse que queria xerox. Aqui é você mesmo que tira o xerox, igual como a Clara já tinha dito que era no Canadá. A mulher disse que não falava inglês, eu disse ok, mas nos entendemos, ela conhecia um pouco do vocabulário e era pragmaticamente esperta. Eu disse que ela falava inglês e ficou lisonjeada. Me mostrou a máquina, aí eu disse pra ela que eu não falava hebraico (Ani lo medaber ivrit) e ela me devolveu Ani medaber russit, que ela falava russo. Bom, o xerox com dinheiro é uma máquina que tem um dispositivo em que você coloca uma moeda, 5 shekels por exemplo e ela mostra quantas cópias você tem direito. Cada cópia custa 18 agorot, que é a divisão do shekel, o nosso centavo aí. No fim a máquina devolve o dinheiro que você não utilizou. Fui embora satisfeito, tendo sentido o que é ter que tirar cópia de algumas páginas de um livro com mais de mil, percebi um pouco como se sente uma dessas nossas pessoas aí que batem xerox pra nós.

Outra curiosidade foi quando passei pra comprar um café na espécie de centro de convivência que tem aqui na universidade. Nessa hora falei em inglês, meu hebraico não chega a tanto. Enquanto a mulher fazia o café eu perguntei como ela chamava "esse negócio aqui" e apontei para uns alfajores que estavam numa bandeja na minha frente. Ela me olhou e disse pausadamente com dificuldade, "al-fa-jjjo-res", com o "jota" do espanhol, que corresponde mais ou menos ao kaf [כ] hebraico. Eu disse "sim, alfajores", como o jota do português. E completei, tem muitos desses na Argentina. Ela fez que sim. Mas não comentei que a origem dos alfajores é árabe, e se não me engano do líbano.

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