Estou fazendo um esforço pra não perder de vista as intenções deste blog, isto é, manter o costume de registrar impressões cotidianas que experimento aqui em Tel-Aviv. Um dos problemas tem sido o fato de que o registro das impressões banais começam a perder o sentido a medida que se vai acostumando a elas. Já havia levantado esta questão em posts anteriores, mencionei o modo como as impressões vinham se transformando. Depois que estas impressões se tornam comuns e a pessoa já não se estranha mais tanto com elas, começa-se a produzir outro tipo de reflexão, outro modo de interpretação. Quero dizer que se começa a ir mais fundo nas banalidades, que estão na superfície, pois todas banalidades têm um fundo complexo que as fazem emergir. Vivemos a superfície e a profundidade dos fatos ao mesmo tempo, mas percebemos a superficie com mais rapidez, como quando algo nos atinge, ou então nos cortamos, o efeito da profundidade do corte é sempre posterior, não sentimos a profundidade do corte no exato momento do corte propriamente.
Sendo assim, já se passou quase uma semana desde a ultima postagem. Não que não tenha experimentado situações curiosas, engraçadas ou importantes, simplesmente agora esses acontecimentos são percebidos como parte de um todo, uma ampla rede de efeitos e causas e este fato torna as conclusões mais demoradas.
Não havia comentado, na minha ida a Haifa, que me disseram que a universidade de lá, que se localiza em dois edifícios gigantescos que se avista de quase todo canto da cidade, é obra do arquiteto brasileiro Oscar Niemaier. Comentei que ele tinha completado 100 anos este ano e que contiuava realizando projetos arquitetônicos. Este comentário causa uma forte impressão em quem o escuta.
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Um comentário:
O que so uma semana, parece muito mais. Nao faz mal e isso mesmo, as coisas mudam o tempo todo, nada e estatico.
Abraços
Paul
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