Este livro tratando de aspectos do Budismo praticado no Mosteiro Shaolin, do sinólogo Meir Shahar, aqui da Universidade de Tel-Aviv, foi recentemente publicado pela Editora da Universidade do Havaí. Fiz contato com ele e nos encontramos para que eu pudesse apresentar a ele uma proposta de tradução do livro, uma idéia que me surgiu assim que eu soube da publicação, quando vi um anúncio em um mural do Gilman (o prédio da filosofia). No momento estou tentando conseguir uma editora brasileira que se interesse pela publicação da tradução. A partir da idéia de traduzir o livro, fiz contato com Rodrigo Apolloni, praticante e professor de Kung Fu Shaolin em Curitiba, com a idéia de formarmos uma dupla para traduzir o volume. Ele já traduziu artigos do Professor Shahar para o português e também é autor de vários artigos tratando de diferentes aspectos do Kung Fu Shaolin praticado no Brasil.
Um dos argumentos mais importantes no livro é o questionamento a respeito da conjugação da prática marcial dos monges Shaolin que aparentemente parece estar em contradição com um dos princípios fundamentais do Budismo, o da não-volência. Além disso, Shahar mostra como sendo eles, os monges Shaolin, budistas possuem estes também o hábito de comer carne. Um argumento bastante interessante, documentado com relatos históricos que justificam esta excessão no contexto do Budismo. O livro trata ainda da importância do papel do Mosteiro Shaolin no desenvolvimento do Budismo Chinês, tendo sido em Shaolin o primeiro lugar de desenvolvimento do Budismo fora da Índia.