Passo por aqui para uma visita, apenas. Incluí algumas fotos no meu albúm, vejam o link no lado direito do blog. Não são fotos de Tel-Aviv. São apenas algumas ilustrações de alguns lugares e costumes entre os quais círculo no Brasil. Há fotos de vários autores. Quem quiser comentar, se alguma evocar alguma lembrança, fique a vontade. Ainda não tenho uma câmera aqui em Tel-Aviv, por isso não posso ainda postar fotos daqui. Espero poder fazer isso em breve, não sei, vamos ver. Algumas pessoas achariam uma pena que eu me fosse embora daqui e não levasse nenhuma foto. Pra mim não é tão sério. Realmente não me importo com imagens, gosto delas, mas, sou mais chegado às palavras. Percebam que não mostro fotos de pessoas com quem me relaciono, amigos, familiares, nem minhas, nem da Clara. Não sei por que, mas não acho legal. Não é muito sério, talvez qualquer hora dessas. Mas pra quê? Vão vendo por aí como me relaciono com imagens. Gosto de fotos de coisas, não de pessoas. De pessoas, só as que não conheço. Vejam na mesma lista com o link para o albúm que inclui links para blogs de conhecidos e também de certas figuras. Não simpatizo necessariamente com elas, "as figuras", mas acho que podem ter algo legal a dizer. Me refiro aqui principalmente aos ilustres desconhecidos: Schwartzman, Gabeira, Unger. São figuras do nosso tempo, do meu tempo.
Muitas coisas têm acontecido por aqui. Várias vezes penso e elaboro mentalmente posts pra incluir aqui, mas refreio o impulso. É assim que sou, gosto de me impedir de fazer certas coisas que sinto vontade. Por aí vou aprendendo a ter auto-controle, o que considero importante. Mas esse negócio tá ficando pessoal demais, e o objetivo aqui é público e não privado, muito menos confessional, isso jamais. Por isso deixei de ser cristão. Quando me obrigaram, quando tinha 11 anos de idade, a me confessar, comecei a desconfiar do catolicismo cristão. Pra quem não sabe, eu estudei em colégio de freiras por um bom tempo da minha vida. Não foi de todo mal, aprendi a conhecer melhor os meandros da tal crença.
Pra quem está curioso, não passei o natal com os filipinos, não. Mas voltaram a me convidar e me senti na obrigação de fornecer toda uma explicação, justificando filosoficamente e sociologicamente por que não queria comemorar o natal. Acho que entenderam. Mais adiante anotarei aqui o que andei pensando sobre isso, sobre a comemoração do natal aí no Brasil, entre meu círculo familiar e de amigos, principalmente familiar. Não gosto do natal, das comemorações do natal aí. Consumismo e exagero de sobra e nenhuma reflexão sobre o que significa o nascimento. Nascimento de quem? Não importa.
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Um comentário:
O natal é uma eterna fonte de discussões, também estudei uma vez num colégio de irmãs, e também fiquei numa época muito radical, não querendo saber desta festa cristã. Bem no fim das contas não tenho nada contra os cristãos em geral, nem contra qualquer outra religião. Só tenho mesmo com os estremo. Que seja por motivo político, religioso, econômico, sexual, a lista é longa. Tento me colocar na postura de que nenhuma festa religiosa me incomoda realmente, ate festejo o natal, pois, na minha volta tem pessoas que o festejam, e vejo-o como um simples momento de reflexão e de comunhão com as pessoas de quem gosto. Não tentei ainda passar um natal somente com pessoas que não gosto. No fim é a recuperação comercial que me incomoda, o que não acontece tanto nas outras festas religiosas. E até estranho que seja este evento que se festeja assim no mundo inteiro, sendo uma dos mais recente, talvez seja por isso mesmo, não sei...
Paul
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