terça-feira, 25 de março de 2008

sábado, 22 de março de 2008

Algumas esculturas no campus da TAU

Esta é uma das que mais gosto. Fica em frente ao prédio da odontologia, perto da medicina, para trás das letras. É feita em pedra e em tamanho aproximado (um pouco maior) ao natural, de uma pessoa. Ainda não consegui um bom ângulo dela, neste dia o sol estava numa posição que me impediu de tirar uma foto de frente e de perto.
Esta é "Les Acrobats", na entrada da biblioteca das ciências sociais. Feita em ferro.

E aqui está uma foto de perto de "O sacrifício de Isaac". Avaliem por vocês mesmos. É feita em aço e deve ter uns dois ou três metros de altura. Atrás vocês têm uma visão parcial do Beith Hatefutsoth (Museu da Diáspora).


Algumas imagens do Mediterrâneo

Na última sexta a universidade não abriu pois se comemorava aqui o Purim, uma espécie de carnaval (sem ter nenhuma relação com o mesmo) que se comemora por aqui. Me refiro ao carnaval porque as pessoas se fantasiam (na maioria crianças) e vão para as ruas. Aproveitei pra ir dar uma volta pelo centro, pois estava realmente um dia muito ensolarado. Fui até a praia, que fica bem próxima do centro, e tirei umas fotos.
Nesse dia o Mediterrâneo estava realmente bem azul, a água parecia bem agradável. Mas como podem ver, não é muito comum ver pessoas tomando banho, não sei bem por que. Talvez tenha sido o momento em que passei e tirei as fotos.








domingo, 16 de março de 2008

Walden Two (O segundo Walden)

Bom, agora dei pra comentar aqui alguns livros que ando lendo de vez em quando. Mesmo que nem todos interessem aos leitores desse blog, deixo aqui registrado algumas leituras que acho legais. Os livros chatos acho que não vou comentar, me refiro aos chatos que leio como distração, pois os chatos que tenho que ler, por causa da profissão, esses acho que não vou comentar mesmo. E se fizesse isso, esse blog iria virar um blog de resenhas, o que não é de todo uma má idéia, mas não é meu objetivo aqui. Esse blog pretende ser uma forma de contato com meus amigos, então não vou chatear com "observações inteligentes". Quem sabe acabo abrindo outro blog pra isso? Esse era o objetivo do "Coisas da Vida", ou então, no "Controverso", mas estes estão mais parados do que poste. Deixa.

Resolvi comentar este livro "Walden Two" aqui, por alguns motivos. Trata-se de uma espécie de ficção científica contemporânea. Contemporêneo não por que tenha sido escrito recentemente, pois não foi, é dos anos 40, e "ficção científica", não no sentido que retrate um tema futurista (e é por isso também que é contemporâneo) ou tecnológico, não. É uma ficção, isso é sim. E pra quem só sabia do Skinner como psicólogo behaviorista (comportamentalista) e, ainda por cima, através da propaganda lingüística gerativista segundo a qual o behaviorismo era uma praga, ou a própria maldade encarnada em teoria psicológica, finalmente aniquilada pelo "São Chomsky"... me desculpem, tanto aqueles de vcs que sabem e os que não sabem do que estou falando. Os que não sabem, deixem pra lá, não vale a pena (já vou falar do livro, já, já); aos que sabem, digo apenas que não tenho outro modo de disfarçar minha ignorância, além de tentar explicitá-la assim de maneira críptica.

Mas o Skinner, além de psicólogo, também foi ficcionista e esta ficção que ele construiu neste livro vem bem a calhar, vcs já vão ver. Primeiro, vou deixar de lado o comentário sobre o fato do livro se chamar "Walden dois" por uma referência ao "Walden" original, do Henry Thoureau, que não sei ou não lembro se já li, mas sei do que se trata (aquelas coisas de quem faz letras). Mas este segundo Walden é de fato uma utopia, isto é, poderia ser enquadrado neste gênero (utopia é um gênero?). Há vários outros deste tipo, que não vou mencionar, porque não li, e os que li não lembro agora. Mas não é uma ficção científica, como já disse, do tipo do "Admirável Mundo Novo" (Huxley), ou do "1984" (Orwell). Mas tem semelhanças. De certa forma estes dois também são utopias, mas bastante tecnológicas, apesar de que o primeiro não tanto.

Mas este "Walden dois" é uma imaginação da cabeça do Skinner, de uma sociedade em que os princípios da "engenharia comportamental" são aplicados com o fim de promover o melhor bem estar possível a uma comunidade. Em uma comunidade de mil pessoas, estes princípios são implementados com este objetivo. Não há uma classe governante, a administração do grupo cabe a todos e o objetivo é a independência (do "mundo lá fora") em todos os sentidos. Vivem numa fazenda e produzem os próprios alimentos, educam os próprios filhos, e proporcionam uma vida praticamente idêntica a que se encontra fora da pequena sociedade. Mas com a diferença de que todos os indivíduos são treinados, desde crianças, conforme os princípios (explícitos) da tal engenharia comportamental, procurando eliminar os defeitos da vida em que as regras de aprendizagem estão implícitas nas formas sociais, conforme a gente experimenta normalmente.

O enredo é bem bacana, com a exceção de um personagem, o idelizador da comunidade, que na tentativa de justifcar seu experimento aos visitantes que foram passar uns dias na fazenda (dois professores universitários e alguns alunos), fala pelos cotovelos explicando como tudo é feito, tin-tin por tin-tin. Isso deixa a narrativa um pouco cansativa, pelo menos pra mim e, por isso, estou lendo rápido pra ver onde esta estória vai dar. Confesso que dá aquela sensação de que algo vai mal sobre a vida na comunidade, pela narração do personagem. Mas já dei uma espiada lá pro fim do livro e parece que o Skinner era também um idealista. Parece que no fim, um dos professores vai ficar vivendo por lá. Mas não sei, estou achando, pois ainda não li.

Em fim, o Skinner me parece um escritor bem mais interessante do que o Chomsky e me parece que também um melhor psicólogo. O que quero dizer com isso precisaria ser justificado, pra que não fosse mal entendido. Mas não vou fazer isso agora. Vou apenas dizer que entre behaviorismo e racionalismo existe uma controvérsia, quero dizer com isso, algo indecidível, pelo menos por enquanto.

terça-feira, 11 de março de 2008

O Templo Shaolin


Este livro tratando de aspectos do Budismo praticado no Mosteiro Shaolin, do sinólogo Meir Shahar, aqui da Universidade de Tel-Aviv, foi recentemente publicado pela Editora da Universidade do Havaí. Fiz contato com ele e nos encontramos para que eu pudesse apresentar a ele uma proposta de tradução do livro, uma idéia que me surgiu assim que eu soube da publicação, quando vi um anúncio em um mural do Gilman (o prédio da filosofia). No momento estou tentando conseguir uma editora brasileira que se interesse pela publicação da tradução. A partir da idéia de traduzir o livro, fiz contato com Rodrigo Apolloni, praticante e professor de Kung Fu Shaolin em Curitiba, com a idéia de formarmos uma dupla para traduzir o volume. Ele já traduziu artigos do Professor Shahar para o português e também é autor de vários artigos tratando de diferentes aspectos do Kung Fu Shaolin praticado no Brasil.
Um dos argumentos mais importantes no livro é o questionamento a respeito da conjugação da prática marcial dos monges Shaolin que aparentemente parece estar em contradição com um dos princípios fundamentais do Budismo, o da não-volência. Além disso, Shahar mostra como sendo eles, os monges Shaolin, budistas possuem estes também o hábito de comer carne. Um argumento bastante interessante, documentado com relatos históricos que justificam esta excessão no contexto do Budismo. O livro trata ainda da importância do papel do Mosteiro Shaolin no desenvolvimento do Budismo Chinês, tendo sido em Shaolin o primeiro lugar de desenvolvimento do Budismo fora da Índia.